Hoje, 22 de julho de 2010, fazem 5 anos da morte de Jean Charles, confundido com um dos suspeitos de um atentado terrorista ocorrido em Londres, onde a polícia britânica baleou e matou o brasileiro.

Amigos, parentes e pessoas que conheciam Jean Charles, se revoltam com a impunidade em relação ao caso. Autoridades brasileiras se colocaram à disposição da família no que fosse possível, mas para a maioria, o que faltou foi cobrança do Brasil para cobrar justiça pela morte do brasileiro imigrante. Para muitos, tudo só ficou nisso porque se tratava de um imigrante, ainda mais brasileiro.

O caso virou até filme. O diretor, Henrique Goldman, chegou até a morar em Londres para se aprofundar no caso. O longa metragem contra a história do brasileiro em Londres, à procura de possibilitar melhores condições à família, sonho da maioria dos brasileiros que recorrem à outros países para se estabilizarem.

Em dezembro de 2008, foi declarado “veredito aberto” sobre a morte de Jean Charles, no qual não se pronuncia sobre a responsabilidade da polícia no incidente.

Ian Blair, chefe da Scotland Yard na época, se demitiu do cargo alegando falta de apoio do novo prefeito de Londres, Boris Johnson.

Em 2009, os parentes de Jean Charles receberam uma indenização de 100 mil libras, o equivalente a R$ 288.000,00.

Em janeiro deste ano, a família do brasileiro inaugurou um memorial permanente em homenagem a ele, na estação Stockwell, onde ele foi baleado e morto.

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